A iniciativa é da Cooperativa Cosuel de Encantado que apresentou o Programa Associativo de Produção Leiteira, projeto de condomínios, a autoridades e produtores antagordenses, nessa quarta-feira, dia 17

Uma nova
alternativa para a sustentabilidade de propriedades rurais deve ser implantada
em Anta Gorda. A iniciativa é da Cooperativa Cosuel de Encantado que apresentou
o Programa Associativo de Produção Leiteira, projeto de condomínios, a
autoridades e produtores antagordenses, nessa quarta-feira, dia 17. Às 9h30 o
presidente da entidade, Gilberto Picinini, acompanhado pelo gerente da Divisão
de Produção Agropecuária (DPA), Igor Estevan Weingartner, do técnico agrícola
Júlio de Sordi e do produtor Adolfino Parisotto, reuniram-se no gabinete do
prefeito Neori Luis Dalla Vecchia para explicar detalhes do projeto que
pretendem instalar no município. Também participou o secretário da agricultura,
Cláudio Moraes.

Pioneiro no
Brasil, o projeto já está em andamento em seis cidades da região. Inicialmente,
em cada unidade, 15 produtores poderão fazer parte do empreendimento sendo
responsáveis pela alimentação das vacas, ao adquirirem suas cotas de acordo com
o valor dos animais que alojarão no condomínioToda a gestão será conjunta com
as famílias associadas. O gerente Igor explica que o projeto irá garantir maior
qualidade ao leite e, em consequência, melhor preço e qualidade de vida aos
agricultores. A intenção é reunir em confinamento 262 vacas, com 210 em
lactação. Ele explica que o número de animais foi calculado com base na
capacidade da ordenha mecânica que pretendem instalar no local. “Todos os
equipamentos devem ser de última geração, vamos andar junto com as tecnologias
e facilidades que surgirem para facilitar o trabalho” conta.

Segundo o
presidente Gilberto, o projeto está alicerçado nos conceitos de coletividade e
a preferencia será para produtores que possivelmente não teriam mais capacidade
de continuar na atividade. “Famílias produzindo de forma independente, com
dificuldades de mão de obra, idade avançada, escala de produção mediana ou
baixa poderão ser nossas parceiras. O leite do grupo será produzido em um único
local, o que garantirá maior preço e qualidade”, explica Gilberto, lembrando
que os animais receberão assistência técnica intensiva e alimento balanceado e
regular.

A proposta
sugere que a infraestrutura, a tecnologia e a administração técnica sejam de
responsabilidade da cooperativa. Conforme Picini, para a execução, a Cosuel
investirá 2 milhões de reais e o município deverá fornecer a área de terras
para a instalação do condomínio, com terraplanagem, poço artesiano, LP (licença
Prévia) e energia elétrica trifásica. Os produtores entrarão com os animais e
serão responsáveis por produzir o alimento para o condomínio. Ele salienta que
a renda do produtor será oriunda da comercialização do leite, do milho picado
para silagem (alimento dos animais) e a venda de animais excedentes. O
secretário Cláudio recebeu com expectativa a notícia. “Com certeza iremos nos
esforçar para apoiar o projeto porque nossa intenção aqui sempre é beneficiar o
setor primário e, consequentemente, o município”, afirma.

Conforme
previsões do projeto, a unidade atingirá a média de 30 litros de leite por vaca
ao dia, o que dará o montante de 9.150 litros por lactação, faixa dos maiores
produtores de leite do mundo. Com essa cifra, o crescimento de receita de cada
município com arrecadação de impostos poderá aumentar em cerca de 168%. O
prefeito Neori diz que, ao receber propostas assim “ficaria até sem dormir para
poder escutar e aprender com quem lida todo dia com o assunto, nos empolgamos
pois temos consciência de que isso é extremamente positivo para nosso
desenvolvimento”. Ele lembra que nesse ano é mais complicado, mas, conforme o
pedido de Gilberto, para 2014 será estudada uma maneira de encaixar esse
investimento no orçamento municipal. “Com certeza queremos o condomínio aqui.
Na terra da FestLeite, avanços na produção leiteira devem aumentar cada vez
mais”, conclui Neori.

Após a
reunião no gabinete do prefeito, os participantes dirigiram-se ao auditório da
Unidade Básica de Saúde onde estavam 15 produtores que previamente manifestaram
interesse e encaixam-se no projeto. Para o produtor Adolfino, hoje, a melhor
alternativa é continuar em suas próprias instalações com a pecuária leiteria.
“Porém acho essa ideia excelente. Eu tenho filho, nora e netos que devem tocar
o negócio pra frente, mas muitos conhecidos meus não estão nessa mesma
condição”, afirma ele.

Data de publicação: 18/04/2013

Créditos: Morgana Colombo

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