Doenças contagiosas como Sarampo, Rubéola, Difteria e Poliomielite voltam a ameaçar, mesmo após erradicação no Brasil, entenda:

Brasil entra em estado de ALERTA epidemiológico
Sarampo, Difteria, Poliomielite e Rubéola podem afetar brasileiros

 

            Doenças contagiosas como Sarampo, Rubéola, Difteria e Poliomielite voltam a ameaçar, mesmo após erradicação no Brasil, entenda:

            O Sarampo, doença altamente contagiosa estava erradicado no Brasil desde 2016, apresentou  996 casos registrados de sarampo no país entre 1º de janeiro e 30 de junho  deste ano. Sete destes casos no RS. Também contabilizou-se neste período, segundo a OMS, três mortes por sarampo e a morte de um bebê de nove meses segue em investigação.
            O Sarampo é provocado por um vírus e é transmitido de pessoa para pessoa, através de gotinhas de saliva da pessoa infectada. Ele provoca febre acima de 38º C,  dor de garganta e muscular, tosse seca, cansaço excessivo, manchas vermelhas na pele, sem relevo, que se espalham pelo corpo e não coçam, pontinhos brancos no interior da bochecha e vemelhidão nos olhos. A vacinação é a melhor forma de prevenção da doença.

            A Poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos.
          O poliovírus pode ser transmitido por meio de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com uma pessoa infectada. A doença é tão contagiosa que pode ser pega no ar, principalmente por pessoas que convivem com portadores do vírus. Quem tem poliomielite pode transmitir a doença semanas após a infecção.

            Não existe cura.

            É uma doença extremamente incapacitante: Poliomielite paralítica pode levar à paralisia muscular temporária ou permanente, incapacidade e deformidades dos quadris, tornozelos e pés. Embora muitas deformidades possam ser corrigidas com cirurgia e fisioterapia, esses tratamentos podem não ser opções em algumas partes do globo, especialmente países não industrializados, onde a pólio ainda é comum. Como resultado, as crianças que sobrevivem à poliomielite podem passar a vida com deficiências graves.

            Também, informa o MS,  há alto risco do retorno da Poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras aonde o índice de cobertura vacinal está abaixo de 50%.

 

            A difteria (crupe) é uma doença bacteriana aguda, cujas lesões características são membranas branco-acinzentadas aderentes, circundadas por processo inflamatório que invade as estruturas vizinhas, localizadas mais frequentemente nas amígdalas, laringe e nariz. A doença compromete o estado geral do paciente, que apresenta febre, cansaço e palidez. Há dor de garganta discreta. Em casos mais graves pode haver edema intenso no pescoço, aumento de gânglios linfáticos na região e até asfixia mecânica aguda pela obstrução causada pela placa. Ela é transmitida por contágio direto com doentes ou portadores assintomáticos (que não manifestam a doença) através das secreções nasais. A única maneira efetiva de prevenir a difteria é a vacinação.
           Em abril, a OMS também notificou surtos na Venezuela e no Haiti de difteria, que causa dificuldade de respirar. Na Venezuela, 142 pessoas já morreram da doença desde 2016. No Brasil, seis casos suspeitos da doença relatados neste ano aguardam confirmação.

 

 

            Rubéola Os primeiros sintomas da rubéola são parecidos com uma gripe e manifestam-se através de febre baixa, olhos vermelhos e lacrimejantes, tosse e secreção nasal. Após 3 a 5 dias surgem as manchinhas vermelhas na pele que duram cerca de 3 dias.


            "Entre as doenças já controladas no país, destaco preocupação com a poliomielite, a rubéola congênita e, como estamos vendo, o sarampo, que poderá se espalhar para outras regiões do Brasil" afirma o diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Roberto Precioso.

 

            É importante lembrar que doenças como Sarampo e Poliomielte quando não matam podem levar a sequelas graves que causarão perda da qualidade de vida, como: surdez, cegueira, retardo mental etc.
            Portanto é indispensável manter o calendário vacinal em dia, uma vez que a circulação de vírus em uma comunidade que está toda vacinada se torna dificultado.
            Toda pessoa que quiser regularizar seu cartão vacinal pode comparecer à Unidade Básica de Saúde e apresentá-lo ao setor de Imunizações.

 

 

            Fonte:

            https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44706026

            http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-07/doencas-erradicadas-criam-falsa-sensacao-de-que-vacina-e-desnecessaria

            http://www.saude.rs.gov.br

Data de publicação: 09/07/2018

Créditos: Lilian Rossi- Enfermeira COREN RS 135284

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