Nesse momento em que o país enfrenta a pandemia do novo coronavírus os desafios para os municípios crescem, os gastos da Saúde aumentam consideravelmente e ao contrário do que todos imaginam os recursos ainda não chegaram aos cofres municipais.

Nesse momento em que o país enfrenta a pandemia do novo coronavírus os desafios para os municípios crescem, os gastos da Saúde aumentam consideravelmente e ao contrário do que todos imaginam os recursos ainda não chegaram aos cofres municipais.
De acordo com a secretária de Saúde de Anta Gorda, Anadir Canello Souza, foram poucos recursos recebidos até o momento. “No início quando deu toda essa situação da Covid-19 o Governo Federal liberou R$ 1 por idoso e R$ 2 per capita, então nesse primeiro momento nós tivemos um recurso de R$ 13.629 para comprar equipamentos de EPIs, como álcool gel e máscaras, esses equipamentos são usados no nosso dia a dia, ou seja, esse valor é baixo. Agora, nessa semana, o Governo Federal está liberando mais um recurso R$ 18 mil do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade, e é isso que recebemos. Então as pessoas não podem se iludir achando que está vindo dinheiro para hospitais, pode estar sendo liberado para hospitais maiores, mas para nós nada chegou”.
Anadir comenta que o município tem, até o momento, somente a confirmação de uma emenda de R$ 100 mil, indicada por meio do secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Covatti Filho (Progressistas). “O hospital recebeu uma indicação de R$ 100 mil do deputado Dirceu Franciscon (PTB) e uma de R$ 50 mil do deputado Nereu Crispim (PSL), mas apenas indicações, nas confirmado ainda”.

Assistência Social
Quanto ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Anadir salienta que o trabalho nunca foi interrompido, apenas os grupos foram suspensos temporariamente. “Os grupos estão suspensos, mas o Cras continua trabalhando. No primeiro momento quando surgiu todo esse problema a gente deu férias para quem tinha direito, para não aglomerar pessoas. Mas o Cras em nenhum momento deixou de trabalhar porque tem programas que precisam ter continuidade, e também precisamos orientar e trabalhar a parte social com a nossa população”.
Quanto aos trabalhos realizados, a secretária salienta as lives e a confecção de máscaras. “Temos no momento o professor Cristiano Souza trabalhando, atendendo e fazendo lives para os grupos, a psicopedagoga está orientando as mães e os grupos, a oficineira que está confeccionando máscaras com as mulheres voluntárias e adiantando outros trabalhos. As oficinas no momento não estão funcionando, mas pretendemos fazer lives com todas elas, para tentar fazer um trabalho diferenciado. A nossa assistente social também está à disposição da população para orientar quanto ao benefício do governo, atualizando cadastros. A gente pede que as pessoas liguem para ter a orientação, todos conhecem os números da secretaria então evitem de vir até aqui”, destaca.
Anadir conta que foram adquiridos materiais para a confecção de máscaras para a Unidade Básica de Saúde (UBS) e que as peças já estão sendo confeccionadas por voluntários. “Compramos material para confeccionar roupas e máscaras, já fizemos 500 máscaras que estão prontas, esterilizadas e disponíveis para as pessoas usarem quando chegarem na UBS, essas peças estão sendo confeccionadas por costureiras voluntárias juntamente com a nossa oficineira, a Nova Mulher também está confeccionando essas máscaras para a UBS. Então é só agradecer aos voluntários e as pessoas que se preocupam em ajudar. Esperamos voltar em breve para atender os nossos grupos, pois sabemos o quanto isso é importante”.
A secretária salienta que a área da Assistência Social também passa por dificuldades, devido ao corte de recursos. “Nós cancelamos contratos, pois a Assistência Social teve um corte de 35% dos recursos. Vamos ver o que poderemos fazer, esse é um momento de poupar, nós não vamos conseguir pagar nem os nossos profissionais com os recursos que recebemos”, lamenta.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Data de publicação: 17/04/2020

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